Por que os nascidos no Rio de Janeiro são fluminenses?

Vivemos o nosso dia a dia, em geral, na correria, em meio a preocupações, compromissos, eventos, etc., numa rotina que vai nos acostumando com muitos termos que nem paramos para cogitar os seus significados. Não é difícil para um mineiro entender porque, uma vez nascido em Minas, o seu adjetivo pátrio seja “mineiro”, a mesma clareza tem o catarinense, paulista, alagoano, baiano, goiano, etc., mas porque quem nasce no Estado do Rio de Janeiro é fluminense?

Pois é, o fato de nascer no Rio, não faz da pessoa um peixe… Brincadeiras à parte, a explicação vem da palavra latina flumen, que diz respeito a “rio”. Não é à toa que nos referimos a “águas fluviais” quando a fonte dessas é, justamente, os rios. Diferentemente de quando nos referimos a “águas pluviais”, pois, nesse caso, estamos falando de águas cuja fonte são as chuvas (pluvialis, também do latim). Daí você entender o termo técnico “volume pluviométrico”.

Vale a pena matizar a diferença entre carioca e fluminense. O primeiro nasce na capital do estado do Rio de Janeiro; quem nasce em outra cidade do estado é fluminense. Porém, é preciso atenção a um detalhe: quem nasce na capital não deixa de ser fluminense, mas especificamente carioca por ter nascido naquela cidade. Quem nasce em Niterói, por exemplo, é fluminense, entretanto, é niteroiense enquanto cidadão do município. Da mesma forma, um amazonense que nasce em Manaus é manauara ou manuauense.

Muita gente generaliza ao chamar qualquer pessoa que nasce no estado do Rio de carioca, mas se trata de um equívoco. Em falar nisso, de onde vem o termo “carioca”? Vem do tupi karióka, cuja tradução écasa do homem branco” (kari = homem branco; oka = casa), pois se referia a uma região onde havia muitas casas de portugueses.

Como diz o ditado: “Vivendo e aprendendo”. Se você valoriza conhecimento, valoriza suas raízes, está de parabéns! Prefere crescer em aprendizado do que se manter condenado à estagnação e ao tédio dos lugares comuns. Continue assim, pois você vai fazer a diferença nesse mundo cada vez mais globalizado.

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6 Comentários

  1. Meu amigo me surpreende cada vez mais. Ele não é apenas um estudioso da língua portuguesa, mas também da etimologia das palavras. Como já lhe disse, agora falta um livro. Provavelmente, em breve nos veremos na Real Academia Portuguesa.

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